Minha Biografia

A MINHA BIOGRAFIA
Nasci no dia 13/11/1949 no sitio baixa Limpa município de Nossa Senhora da Glória-Sergipe. Filho de Maria Ceciliana de Jesus. Pai não conheci, minha mãe era solteira. Aos sete anos fui para escola. Aos nove anos tive que parar de estudar para ir trabalhar na roça. Minha mãe adoeceu e foi pedir esmola. Aos 12 anos eu lutava para que ela deixasse de pedir, eu não conseguia ganhar o suficiente para o sustento. Aos 18 anos e meio eu me casai com Maria Dagraça. =Trabalhei na roça de seu Toinho, ex; prefeito, Manoel Nicola, Zé de Henrique, Zé Augusto da Baixa Limpa, Justo Andrade e muitos outros foram meus patrões. Em 1973 eu só tinha a 2a série e fui ensinar alfabetização de jovens e adultos. Em 1975, fui contratado professor pela prefeitura de N.S. da =Glória. Estudei dai pra frente, sozinho, fiz o ginásio por correspondência. Em 1979 eu me transferir do sitio para a cidade, onde fiz o curso de magistério e me aperfeiçoei mais um pouco. Trabalhei com o Padre Gregório ajudando nos trabalhos paróquias. Na cidade trabalhei com o prefeito Elon Oliveira, este desenvolveu uma boa administração o o primeiro prefeito a valorizar o funcionalismo municipal.Com ele eu fui Diretor de serviços tributários da prefeitura, trabalhei também na biblioteca municipal, Fui supervisor da merenda escolar. Em 1982, fui eleito vereador segundo mais votado, tive um mandato de seis anos. Em 1983, passei no concurso do Banese, (Banco do Estado de Sergipe) trabalhei na agência de Nossa Senhora da Glória e em 1985 fui requisitado pelo Prefeito Antonio Alves Feitosa onde fui nomeado Secretário Municipal de educação, fiquei até 1988, quando fui para reeleição e perdi por dez votos. Retornei para o banco em 1989, em 1990 eu fui ser caixa na cidade de Laranjeiras, ainda em 1990 fui transferido para Aracaju onde fique até 1995, aderir o PDV (Pedido de Demissão Voluntária), Fui taxista em Aracaju de 1996 até 1999. Em 1997 passei em um concurso para professores do estado de Sergipe, mas, só em 2001 fui nomeado, em 2002 passei no vestibular pela Universidade Estadual Vale do Acaraú -UVA, Colei grau no curso de Pedagogia, em 04 de Novembro de 2005 e em final de 2008 me especializei em gestão da educação. Trabalhei na Escola Estadual Poeta Jo´s Sampaio no Parque dos faróis e em 2002 fui transferido para a escola Estadual Marinalva Alves em Nossa Senhora do Socorro,ajudei a direção daquela escola como presidente do Comitê Comunitário da escola. Em 2012 fui convidado pelo meu colega de trabalho José Laudisson diretor da DRE 09 para coordenar o Polo do Pré Universitário em Nossa Senhora da Glória e também gerenciar os projetos Mais Educação e o Programa do Livro Didático na Diretoria Regional de Educação. Completando o meu dever no final de 2013 me aposentei e hoje moro em uma Chácara no velho torrão que nasci. E me sinto realizado em ter cumprido o meu dever e contribuindo com a Educação da minha terra, agradeço primeiramente a Deus por ter me proporcionado a aprovação no concurso de professor e ter me formado e me especializado em Gestão da Educação. Quem foi inteligente aproveitou a minha coragem e dedicação no trabalho. Agradeço também a todos os colegas de trabalho das escolas que passei e em especial ao professor José Laudisson Rezende diretor da DRE 09 que me trouxe de volta pra minha terra onde hoje vivo feliz com a minha esposa Maria Dagraça e abraçando velhos amigos.Tenho orgulho de Ser gloriense e esta é parte da minha vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

PORFIRIO RADIOAMADOR



Porfirio Radioamador PP6JPJ

Inspirado na novela Rosa Baiana que estreou nos anos 79,80, adquirir o meu primeiro radio transceptor, na novela tinha um casal protagonista que se comunicava através de um radioamador. Até então eu não diferenciava o que era radioamador e rádio cidadão,
O rádio que comprei foi um moto radio com 23 canais somente em AM, comecei a falar sem saber o que precisava para tal, o referido radio tinha uma antena direcional e logo fui contestado por um cidadão que se identificou como PX6B0345 Costa, o qual procurou pelo meu prefixo e eu ignorei, pois não conhecia regras para ser um px e nem mesmo um radioamador.
 Identifiquei-me para aquele tal de Costa e descobrimos que éramos colega de trabalho. Aí ganhei um amigo e professor de radioamadorismo, logo me orientou o que fazer para tirar o meu indicativo Me deu uma apostila para eu estudar legislação e código Q além de um formulário para preencher com os meus dados e mandar para o dentel para receber o indicativo. O meu primeiro indicativo de chamada foi PX6B0574, logo comprei outro radio SSB que o que eu tinha era apenas AM comecei a fazer muitos qsos com muitos Estados do Brasil e os países de língua latina, ajudei muita gente com problemas nas estradas e até encontrar parentes em outros Estados
Além do Costa tinha em N.Sra da Glória o Rivaldo que também era px e radioamador, mas deste não lembro mais o indicativo, sei que era classe C e Costa era classe A. Logo veio o Antônio um técnico de radio e televisão que conheci também ao chegar a Glória o indicativo dele era bem próximo do meu, era: PX6B0594 e apareceu depois o Abel o PX6B0595 e logo desanimou e abandonou. O Costa não perdeu tempo para nos incentivar para o ingresso no radioamadorismo com suas aulas de legislação, telegrafia e eletricidade, em 1981 eu e Antonio fizemos exames para a classe C fizemos a prova no mesmo dia e os nossos indicativos foram: Antonio PP6ADR e eu PP6ADS passando a conhecer outro mundo do radioamador que era muito diferente do faixa cidadão. Com o incentivo do velho professor partir para prova da classe B e o António sempre junto. Promovidos ele permaneceu com as letras, PP6ADR e eu mudei para as iniciais do meu nome, PP6JPJ.
PP6AG Costa de Saudosa memória, sempre nos incentivava para o radioamadorismo, nos incluiu nas rodadas do AM que tinham naquela época, eu com um radio Delta 310 emprestado por ele, e prezava pela ética e os bons costumes do radioamadorismo, eu e Antonio sempre fazíamos parte dos QAPs com o Costa, Solon PY6IN de saudosa memória, o Arlindo PY7EB de Garanhuns Pernambuco, este ainda está conosco e ainda fazemos bons QSOs, tinha  o Jorge Leão Brasil PP6JB que tambem fazia parte daquele grupo de amigos que ainda hoje presamos. Eu tive no decorrer dos anos oitenta bons professores de radioamadorismo e é por isso que ainda hoje eu sou exigente na faixa, porque aprendi fazer radio com sinceridade. Nunca gostei de balaio nem mesmo no PX, O Costa foi para o Oriente Eterno e o Antonio ficou como o meu conselheiro, não posso falar de radioamador e esquecer a memória do Costa e do Solon; hoje, não posso separar a minha vida de radioamador e a do Antonio PP6ADR, tenho muitos amigos sinceros no radioamadorismo, mais a minha amizade e do Antonio posso dizer que é pai e filho, irmão para irmão.
Em Aracaju eu fiz muita amizade no radioamadorismo, participei de grupos e rodadas como: Grupo Apolo de Radio Emissão, PX Clube de Sergipe; LABRE/SE, Grupo de VHF de Sergipe e QAP Sergipano. Fui Comissário de Menor, Coordenador de Grupos de Operadores de Radio ligados ao Juizado de Menores de Sergipe.
Fui Coordenador do QAP Sergipano durante alguns anos juntamente com o saudoso Luiz Carlos PP6ADT, O Floriano PP6FJP; Zé das Palmeiras PP7ZE; e Geraldo Pina PP6GP; Joãozinho do Coite PY6JSM, PP6AJM Mesquita, PP6AJ O Velho Duda, como o trato carinhosamente. posso dizer que fiz muitas amizades pelas freqüências que passei, tive alguns desafetos é claro, neste nosso Brasil quem defende a moral e a ética, logo é odiado e muitas vezes tirado de circulação.
Eu sempre fui um radioamador que guardava os ensinamentos éticos que aprendi, nunca aprovei PX e até mesmo radioamador baleeiros e nem pornográficos, sempre defendi a legislação,sempre exigindo a identificação do radioamador no inicio de sua chamada.
Não aprovo uma chamada de Boa noite, bom dia ou boa tarde sem identificação, dou plena importância a legislação e a ética do radioamadorismo e do cidadão. Identificar uma estação com “BOM TARDE, BOM DIA,” ESTOU CHEGANDO AÍ?
OPORTUNIDADE, etc. não são formas aceitáveis de identificação. Sempre provocam um retorno inútil de câmbio, que poderia ser evitado, por exemplo: BOM DIA DE QUEM, QUEM CHAMOU OPORTUNIDADE PARA QUEM? E por aí afora.

O Radioamador é o serviço de telecomunicações de interesse restrito, destinado ao treinamento próprio, intercomunicação e investigações técnicas, levadas a efeito por amadores, devidamente autorizados, interessados na radiotécnica unicamente a título pessoal e que não visem qualquer objetivo pecuniário ou comercial.

Por estas e outras razões eu não aprovo pessoas que se dizem radioamadores que formam QAP ou fazem dos repetidores, Links e conferencias para comprar e vender produtos de qualquer natureza.

Radioamador ou radioamadora é a pessoa habilitada pelo governo para operar uma estação de radiocomunicações amadora no Brasil. Esta atividade está regulamentada pela Resolução n° 449, de 17 de novembro de 2006  da Agência Nacional de Telecomunicações, órgão responsável pela regulação do serviço de telecomunicações no Brasil.

Radioamador é a pessoa devidamente habilitada pelos órgãos competentes a operar uma estação radioamadora, nas frequências organizadas mundialmente pela UIT (União Internacional de Telecomunicações). Em tais frequências não é permitida a operação para fins comerciais ou desviada para qualquer outra finalidade.
Além do papel tecnológico, o radioamador também desempenha uma função social. São muitos os relatos de pessoas ajudadas durante tragédias naturais, sequestros e na localização de veículos roubados. Os radioamadores são verdadeiros representantes de seu país, promovendo a imagem do mesmo lá fora. Para eles não existem barreiras éticas, religiosas, etárias, ideológicas, ou de naturalidade. Uma relação internacional de amizade e cordialidade é o lema do radioamador.
Muito mais que um simples rádio, você terá em sua casa um bom amigo que é, na verdade, UMA PORTA QUE SE ABRE PARA O MUNDO!
Os princípios éticos são à base de um radioamadorismo sadio, fraterno e construtivo e visam proporcionar a harmonia e o entusiasmo humano.

O Grupo de VHF de Sergipe fui Sócio atuante juntamente com os radioamadores: Alfredo Gentil PP6AG; Dantas PP6FM Helio Gordo PP6HG; (estes de saudosa memória), e Sergio Garcez PP6AN; Geraldo Pina PP6GP; Marlucio PP6MA; Mesquita PP6AJM e muitos outros que abandonaram a batuta do radioamador.
Durante o meu tempo de radioamador ajudei muitas pessoas que de mim precisaram nas estradas com carro enguiçado, atolado, quebrado etc. como também ajudando em resgates das pessoas ilhadas por conta das grandes enchentes em Santa Catarina. Amo o radioamadorismo, não só ajudei como também fui ajudado.
Em um belo dia 12 de Outubro de 1994, eu estava no terminal de integração Barão Geraldo na Cidade Universitária em Campinas São Paulo e como se tratava de um dia de feriado da Padroeira do Brasil, os Ônibus demoravam a chegar, eu levava comigo um HT FT411, logo procurei as freqüência e encontrei a 146910 e fiquei a solicitar, logo apareceu uma voz que se identificava como PY2BBC Monteiro, me perguntou: o que faz um Sergipano em pleno feriado no terminal Barão Geraldo?
Eu terminei a minha identificação e marcamos para nos encontrarmos assim que eu dispusesse de uma data e tempo para tal. Eu disse o que eu estava a fazer em Campinas e logo o diálogo cresceu, mais o ônibus chegou e tive tomar aquele senão demorava outro tanto para chegar outro. Assim que entrei no ônibus perdi logo o sinal. Depois que cheguei ao destino conseguimos ainda nos falar, e comentei-lhe que, eu estava no Centro de Investigações Hematogiacas Doutor Domingos Boldrini.
A minha passagem por ali foi devido o meu filho mais novo ter sido acometido de Leucemia Mielóde Aguda e me encaminharam de Sergipe sem hera nem beira, sem parente e nem aderente.
Logo em uma segunda feira posterior a nossa conversa, nos encontramos e o Monteiro se tornou um irmão pra mim o qual me deu total apoio logístico enquanto por lá estivemos.
Encontrei nos Campineiros,verdadeiros amor ao próximo, pessoas que nunca conheci logo apareciam para nos ajudar e perguntar se estávamos precisando de algo.
Em Mairiporã eu já conhecia o Prospite PY2KZK, que é um Sergipano que mora na região a mais de quarenta anos e nos conhecemos através do radioamador, este me deu total apoio quando da minha passagem por ali. Conheci o Luiz PU2KZW um radioamador que também conheci em Mairiporã, nos falamos pouco, mais cheguei ir à casa dele, com o Prospite. Conheci o Eduardo Castaldelle PU2YYP que nos falamos muito pouco mas hoje na sala BRA tenho tido no Eduardo um amigo de verdade,um irmão. Meu sistema operacional Echolink, o Eduardo tem acesso e controle total, não precisa eu estar à frente do computador para ele acessar, ele tem a senha do Teamviewer. e total liberdade para fazer o que ele achar que deve para melhorar o sistema e o bom andamento da sala e do sistema.
Depois do advento do Echolink fiquei muito tempo a corujar e até falar em algumas vezes, mais nunca fui muito freqüentador até porque não comungo com a forma que alguns fazem radioamador. Palavras de baixo calão e pornográficas  foi o que muito ouvi em algumas conferencias.
Tem sala que os administradores parece que tem medo de ficar sem freqüências e não pune com o mute e até mesmo com o banimento pessoas que não respeitam o outro, ninguém é melhor que ninguém, mais nos nossos lares tem as nossas esposas, nossas filhas e crianças que nos escutam e tem o desprazer de está ouvindo pessoas que se dizem radioamador e ficam praticando tais atos.
Em 2016 logo no inicio recebi um convite vindo do Eduardo PU2YYP para ficar com o meu link na sala BRA, eu fiquei um pouco apreensivo mais ele me disse ,vai se tu gostar fica se não, ninguém te prende.
Fiquei por lá alguns dias e logo conheci o Julio PY2EQJ, pessoa que passei a admirar pelo seu trabalho frente a conferencia. O Davi PU4YEN, que também despensa comentários. O Gilmar PU7TGB, Ronaldo PU5CFC, depois veio o Valmir PU7VMV, Henrique PU2VGG (PY2IKE) Silvio PU2WRS e o Julio II PY2IML, sem contar com muitos outros que diariamente nos visitam. Como um dos que colaboram com a BRA, só tenho a agradecer por estes amigos que sempre estão conosco. Tenho muito apreço e admiração pelo Eduardo PU2YYP que diariamente estamos juntos juntamente com o Julio no comando do BRA noticias com assuntos de radioamadores, e noticias que circulam nos jornais do pais.
Ainda em outubro de 2016 recebi do Presidente da Labre de Sergipe o Sr Valfredo dos Santos PP6VS para juntos organizar o Conselho Deliberativo e posteriormente a eleição da diretoria daquela entidade. Escolhemos os Conselheiros e posteriormente fizemos a eleição do Presidente e Vice Presidente do referido Conselho, eu fui escolhido pelos meus pares como Presidente do Conselho Deliberativo e trabalhamos na organização da eleição da diretoria administrativa da Labre/SE Elegemos o Presidente e Vice Presidente que são os senhores José Ivan Gomes PP6II e o Senhor  Fernando Barreto PP6FB, o primeiro funcionário da Anatel e o outro comerciante bem conceituado em Aracaju capital do Estado de Sergipe. Juntos, estamos trabalhando para o crescimento da Labre e dos radioamadores Sergipanos.  
Tive a honra de poder participar como um dos colaboradores da BRA, no evento que foi organizado pela equipe administrativa da Repetidora Princesinha da Sorocabana de São Manoel são Paulo que tem como Presidente o senhor Silvio Mazetto PY2TGL alusivo ao mês das telecomunicações.
Isto para mim foi de grande valia, pois foi uma demonstração que o radioamadorismo ainda esta vivo e organizado.
 SALA BRA ONDE SE BATE PAPO COM ÉTICA E EDUCAÇÃO
PARTICIPE E COMPROVE.
PP6JPJ José Porfirio de Jesus radioamador Classe A, residente na área rural de Nossa Senhora da Glória Sergipe 120 km de Aracaju Capital do Estado de Sergipe.   

Isto é Radioamadorismo.  


sábado, 13 de fevereiro de 2016

NOSSA SENHORA DA GLORIA



 A CAPITAL DO SERTÃO 88 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
A Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, às fls. 382, de cujos dados se têm louvado instituições, professores e estudantes em suas indagações sobre o nosso Município, assevera que “Dados mais positivos sobre o primeiro aglomerado humano, deu início ao Povoado de Boca da Mata, não foram localizados”.
Mesmo compêndio, às fls 310, de referência ao Município de Gararu, afirma que a primeira ocupação desse território se deu por colonos portugueses vindos de Porto da Folha, os quais se refugiaram na Serra da Tabanga, apavorados pelo domínio holandês em Sergipe, iniciado em Março de 1637.
A ‘Boca da Mata’, como era conhecida a cidade de Nossa Senhora da Glória, a 126 quilômetros da capital, originou-se de uma parada para descanso de viajantes. Como existia uma densa mata naquele local os boiadeiros, que passavam tangendo o gado, preferiam esperar o dia chegar para continuar a viagem. Então, por volta de 1600 a1625, os ranchos deles acabaram formando a povoação, As primeiras casas do lugarejo foram a da Fazenda Boca da Mata, de propriedade de Antônio de Souza Correia, atual Avenida 7 de Setembro; a de Francisco Teles Trindade, conhecido por Xixiu, no lado direito do onde veio a ser construída a Capela; e a casa de Antônio Pereira de Souza, a primeira da Rua Velha, hoje Praça da Bandeira
A primeira denominação, dada justamente pelos viajantes, só foi mudada pelo pároco Francisco Gonçalves Lima, quando fez campanha com a comunidade para comprar a imagem de Nossa Senhora da Glória. O município que ficou conhecido como a “Capital do Sertão”, tem a maior feira da região e acabou atingindo um desenvolvimento maior que Gararu sua antiga sede.
A evolução política de Boca da Mata iniciou-se em 1922, quando a povoação passou a ser sede do 2º Distrito de paz de Gararu, já com a denominação de Nossa Senhora da Glória.
  • Pela Lei Estadual nº 1014, de 26 de setembro de 1928, foi criado o Município de Nossa Senhora da Glória, com sede na Vila do mesmo nome, ficando, desse modo, emancipado do Município de Gararu;

No dia 1º de janeiro de 1929, a vila teve como primeiro intendente João Francisco de Souza, que construiu a prefeitura, ele foi eleito para o período de 1930 a 1934, mas teve o mandato interrompido pelo movimento de 1930.
Prolongadas secas afetou o desenvolvimento; além das prolongadas estiagens ocorridas na região, Glória teve o progresso prejudicado também pela invasão dos cangaceiros comandados por Lampião. Muitos proprietários abandonaram as terras para se livrar dos saques dos bandidos, que também praticavam crimes hediondos, chegando a chacinar famílias inteiras.
Os cangaceiros recebiam ajuda de habitantes coiteiros que os ajudavam apenas com o interesse de comprar as terras abandonadas por preços irrisórios. O desenvolvimento de Glória só teve andamento com a construção da rodovia ligando o município a Nossa Senhora das Dores.
Com isso houve a facilidade de penetração da volante na região e a conseqüente debanda dos cangaceiros. A partir daí o município voltou a crescer, tendo a economia baseada na criação de gado e nas culturas agrícolas.
Finalmente, no dia 29 de março de 1938, a vila foi elevada à categoria de cidade. Com a criação de novas comarcas, em 1945,Glória passou a pertencer judicialmente a Dores. Em 24 de julho de 1957 foi criada a Comarca de Nossa Senhora da Glória.
O gloriense é um povo muito religioso, predominando no município o catolicismo.
A Igreja Matriz, que passou a ser paróquia em 1959 e teve como primeiro pároco José Amaral de Oliveira, foi construída em um terreno doado por Francisco Teles Trindade conhecido por Xixiu.
A RELIGIOSIDADE NA CULTURA GLORIENSE
O ser humano não é algo acabado, mas um ser em processo. Quando se pensa a cultura, deve-se tomar como pressuposto a noção de que o  pensamento está intimamente comprometido com a realidade, uma vez que o  indivíduo não  é furto  da abstração, mas encontra-se inserido no  tempo. A compreensão do espaço cultural é fundamental para que se compreenda a situação do homem e de seu próprio desenvolvimento existencial (Freire, 1987).
Em suas relações com o mundo, os homens manifestam-se como capacidade criativa, o que lhes permite uma transformação do meio natural em seu benefício. O mundo, portanto, não é apenas um espaço físico ao qual se acomodam, mas também um espaço cultural, objetivo de sua ação transformadora.
O ser humano é, pois, um ser histórico capaz de decidir, criar, transformar, produzir e comunicar. Assim, estabelece relação com o mundo, cria, amplia espaços e permanece integrado à realidade e ao ambiente concreto. Nessas relações, elaboraram costumes que correspondem a valores e tendências comportamentais do momento histórico no qual se insere o indivíduo e determinam sua identidade.
Durante o processo de desenvolvimento do Município de Nossa Senhora da Glória, elaboraram-se, portanto, costumes e modos de relação entre o homem gloriense e seu meio. Observando-se a historia do Município, contata-se com facilidade que a religiosidade é algo marcante e significativa para a cultura gloriense. De uma forma ou de outra, as pessoas do lugar sempre se viram a titulo de manifestação religiosa, seja ela vinculada a algum fato político ou social relevante, seja a alguma forma de festa ou comemoração coletiva. Note-se que a origem do próprio nome do Município esta ligada à participação de um religioso que, óbvio, sugeriu o nome de uma santa da igreja católica e mobilizou a comunidade para que a aquisição da imagem fosse feita. Até mesmo a instalação da agencia dos correios, em 1924, teve “intervenção” religiosa, uma vez que a atuação do Bispo de Aracaju na época foi essencial para levar a efeito desse projeto. E, inclusive, nos dias atuais, nas manifestações culturais para relevantes para as pessoas do lugar, apesar da forte influencia hedonista da cultura carnavalesca baiana, predominam ainda aquelas de motivo religioso, como e a Festa da Padroeira.
A primeira, tradição histórica do Município, que representa um momento único de integração entre as comunidades rural e urbana, realizou-se pela primeira vez em 06 de janeiro de 1904, no então povoado de “Boca da Mata”. Há cerca de vinte anos, essa festa contagiava e mobilizava toda a localidade, que aguardava ansiosa pelo momento suas roupas novas, compradas exclusivamente para a ocasião. Todos se preparavam quase que ritualisticamente para os festejos de Reis. Na semana anterior a festa, quando chegava o parque já mudava a rotina de vida das crianças do Município inteiro. Além dos parques de diversão havia bailes na AABB e na Associação Glória Esporte Clube, feira de comidas típicas, apresentação do grupo de Reisado, quermesses. Atualmente, reflexo do processo de globalização, as festas de rua movidas a trio elétrico e bandas de axé e forró eletrônico, ganharam espaço, e, embora pareçam ostensivamente brilhar mais, ainda não sufocaram a beleza e o encanto das manifestações mais pitorescas da cultura popular da localidade.
A segunda, outra festividade religiosa histórica do Município de grande significado para o gloriense, comemora a vinda da imagem de Nossa Senhora da Glória para o então povoado de “Boca da Mata”, em 15 de agosto 1906. Desde essa época, anualmente, durante a primeira quinzena de agosto, começam as atividades religiosas, que continuam até o dia 15. Na véspera, toda a comunidade católica se mobiliza para participar da tradicional Procissão dos Motoristas. No dia da festa às cinco horas da manhã, acontece a Alvorada Festiva, logo depois, a Missa Solene. Um costume que já se tornou tradicional é a eleição da Rainha da festa, selecionada mediante os resultados de uma campanha de arrecadação de donativos à paróquia, que ocorre ao longo do mês de agosto. No dia 15, à tarde, eleita a Rainha da festa todos saem acompanhando o andor com a imagem de Nossa Senhora da Glória numa gigantesca procissão pelas principais ruas da cidade. O ponto alto da festa é também a Queima de Fogos que ocorre à noite, após a missa na Praça da Matriz.
Estas duas festas são, sem duvidas, as manifestações da cultura gloriense mais significativas para as pessoas do lugar e ganham, no imaginário popular, vigor para se manterem constantes mesmo tímidas, diante de toda influência cultural de regiões hegemônicas como a Bahia, com seu processo de carnavalização que tomou conta do Nordeste. Ambas refletem a condição de fé do povo gloriense, um povo que constrói sua existência através da crença divina na superação dos obstáculos interposto pela realidade. A persistência de ambas traduz a índole de determinação desse povo na conquista de seu espaço e na expressão de sua identidade no Sertão Sergipano.


Jorge Henrique Vieira Santos Poeta e Professor

RIO SÃO FRANCISCO EM SERGIPE






Nossa Senhora da Glória Sergipe

CHÁCARA VOVÔ POPÓ

Esta foto da casa foi tirada em 2012 , agora já está diferente.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Igreja Luterana do Brasil



Quem somos

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) iniciou seus trabalhos no Brasil no ano de 1900, com a vinda ao Brasil do pastor Christian J. Broders, um missionário da Igreja Luterana – Sínodo de Missouri, enviado dos Estados Unidos para atender um pedido de luteranos que haviam vindo da Alemanha e estavam sem atendimento espiritual. No dia 1º de julho de 1900 foi fundada a primeira congregação da IELB, a Comunidade Evangélica Luterana São João, no atual município de Morro Redondo, RS.
A partir do sul do Brasil e reunindo inicialmente os alemães luteranos que aqui viviam, a IELB espalhou-se por todo o Brasil, chegando a todos os estados brasileiros. O lema permanente da IELB, que revela o que ela quer ser e fazer como um instrumento de Deus é “CRISTO PARA TODOS”. A partir deste lema, a Igreja definiu suas declarações de direção:

  • Nossa missão: Proclamar Cristo para todos.
  • Nosso propósito: Compartilhar o Evangelho de Cristo para promover a evangelização e o crescimento espiritual.
  • Nossos valores: A ação e o amor de Deus através da sua Palavra e dos sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, que trazem perdão, vida e salvação, em Cristo.
  • Nossa visão: Sermos uma Igreja Luterana confessional que vai ao encontro das necessidades das pessoas.

Esta é a nossa IELB, que tem uma história de bênçãos, de muitas bênçãos recebidas de Deus, e que continua presente no Brasil e no mundo para ser um canal e um instrumento para repartir estas bênçãos com as pessoas. No testemunho, no ensino, na ação social, na comunhão e na adoração, a Igreja aponta para o Salvador Jesus, cumprindo sua missão de proclamar CRISTO PARA TODOS.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

MEU LIVRO DE CORDEL

1
Agora eu irei contar
Um pouco da minha vida
Eu vi o tempo passar
Sem amor e sem guarida
Só mamãe para me criar
A minha vida foi sofrida.
2
No ano quarenta e nove
Ainda consigo lembrar
Muita gente se comove
Ouvindo mamãe contar
Eu ainda era bem jovem
Quando comecei a pensar.
3            
Minha mãe era solteira
E vivia a trabalhar
Passou por muita ladeira
Para poder me criar
Mesmo da sua maneira
Ela pode me educar.
4
Passou por várias etapas
Que a vida lhe preparou
Foi muito o seu sofrimento
Mas não me abandonou
Trabalhou pelo sustento
O nosso pão nunca faltou.
                5
Aos quarenta e cinco anos
Era essa a sua idade
No tempo que eu nasci
Foi grande a dificuldade
Lutou sem desistir
E me protegeu com vontade.
                6
O meu pai quando eu nasci
Logo desapareceu
Nunca vi nem um retrato
Nem a cor que Deus lhe deu
Ele foi um pai ingrato
De mim ele esqueceu.
     7
Não quis me reconhecer
Pra sua fortuna não herdar
Procurou me esquecer
E nem seu nome me dar
Cresci sem conhecer ele
Lutei para me formar.
          8
Era de família nobre
E não quis aparecer
Deixou um filho sem pai
Com a pobre mãe a sofrer
Que pela rua vai
Pedir para comer.
                9            
Porque minha mãe era pobre
Ele não quis se mostrar
E com medo de dizer
Que com outra ia casar
Ele tentou convencer
Minha mãe a se calar.
                10
Logo depois eu nasci
Mas ele não quis se aproximar
Nem mesmo para me ver
Só procurou escapar
E minha mãe a sofrer
Comigo para criar.
                11
Mesmo assim eu fui crescendo
Sem pai pra me ajudar
Sem saber quem ele era
Mas ouvia alguém falar
Ô meu Deus quem dera
Um irmão para brincar.
        12
A minha mãe trabalhava
Na roça para comer
Nem um dia ela parava
Lutava pra viver
E não se acostumava
Em sofrer sem merecer.
                13
Um dia ficou doente
E parou de trabalhar
Eu fiquei muito triste
Tive que parar de estudar
Confiar em Deus somente
Que tem para nos dar.
                14
Mesmo assim eu tinha
Alegria de viver
Era pobre mais vivia
Trabalhando pra comer
O cansaço que sentia
Não me fazia sofrer.

VEM  AÍ  MAIS 186 EXTROFES

AGUARDEM  !!!!!!