Minha Biografia

A MINHA BIOGRAFIA
Nasci no dia 13/11/1949 no sitio baixa Limpa município de Nossa Senhora da Glória-Sergipe. Filho de Maria Ceciliana de Jesus. Pai não conheci, minha mãe era solteira. Aos sete anos fui para escola. Aos nove anos tive que parar de estudar para ir trabalhar na roça. Minha mãe adoeceu e foi pedir esmola. Aos 12 anos eu lutava para que ela deixasse de pedir, eu não conseguia ganhar o suficiente para o sustento. Aos 18 anos e meio eu me casai com Maria Dagraça. =Trabalhei na roça de seu Toinho, ex; prefeito, Manoel Nicola, Zé de Henrique, Zé Augusto da Baixa Limpa, Justo Andrade e muitos outros foram meus patrões. Em 1973 eu só tinha a 2a série e fui ensinar alfabetização de jovens e adultos. Em 1975, fui contratado professor pela prefeitura de N.S. da =Glória. Estudei dai pra frente, sozinho, fiz o ginásio por correspondência. Em 1979 eu me transferir do sitio para a cidade, onde fiz o curso de magistério e me aperfeiçoei mais um pouco. Trabalhei com o Padre Gregório ajudando nos trabalhos paróquias. Na cidade trabalhei com o prefeito Elon Oliveira, este desenvolveu uma boa administração o o primeiro prefeito a valorizar o funcionalismo municipal.Com ele eu fui Diretor de serviços tributários da prefeitura, trabalhei também na biblioteca municipal, Fui supervisor da merenda escolar. Em 1982, fui eleito vereador segundo mais votado, tive um mandato de seis anos. Em 1983, passei no concurso do Banese, (Banco do Estado de Sergipe) trabalhei na agência de Nossa Senhora da Glória e em 1985 fui requisitado pelo Prefeito Antonio Alves Feitosa onde fui nomeado Secretário Municipal de educação, fiquei até 1988, quando fui para reeleição e perdi por dez votos. Retornei para o banco em 1989, em 1990 eu fui ser caixa na cidade de Laranjeiras, ainda em 1990 fui transferido para Aracaju onde fique até 1995, aderir o PDV (Pedido de Demissão Voluntária), Fui taxista em Aracaju de 1996 até 1999. Em 1997 passei em um concurso para professores do estado de Sergipe, mas, só em 2001 fui nomeado, em 2002 passei no vestibular pela Universidade Estadual Vale do Acaraú -UVA, Colei grau no curso de Pedagogia, em 04 de Novembro de 2005 e em final de 2008 me especializei em gestão da educação. Trabalhei na Escola Estadual Poeta Jo´s Sampaio no Parque dos faróis e em 2002 fui transferido para a escola Estadual Marinalva Alves em Nossa Senhora do Socorro,ajudei a direção daquela escola como presidente do Comitê Comunitário da escola. Em 2012 fui convidado pelo meu colega de trabalho José Laudisson diretor da DRE 09 para coordenar o Polo do Pré Universitário em Nossa Senhora da Glória e também gerenciar os projetos Mais Educação e o Programa do Livro Didático na Diretoria Regional de Educação. Completando o meu dever no final de 2013 me aposentei e hoje moro em uma Chácara no velho torrão que nasci. E me sinto realizado em ter cumprido o meu dever e contribuindo com a Educação da minha terra, agradeço primeiramente a Deus por ter me proporcionado a aprovação no concurso de professor e ter me formado e me especializado em Gestão da Educação. Quem foi inteligente aproveitou a minha coragem e dedicação no trabalho. Agradeço também a todos os colegas de trabalho das escolas que passei e em especial ao professor José Laudisson Rezende diretor da DRE 09 que me trouxe de volta pra minha terra onde hoje vivo feliz com a minha esposa Maria Dagraça e abraçando velhos amigos.Tenho orgulho de Ser gloriense e esta é parte da minha vida.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Inclusão Escolar

O que é inclusão?

É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo.

Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos.

A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade.

Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva?

Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados.

A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem.

Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma.

As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam?

Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje?

Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular.

Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental.

Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular.

Estamos num processo de conscientização. A escola precisa se adaptar para a inclusão?

Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.

Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?

A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes.

Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais. Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular?

Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves.

No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo.

Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.

A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada?

Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida.

Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.

Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?

Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial.

Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.

Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?

É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula.

No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.

O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?

Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente.

Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei. Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas?

O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.

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